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para o Carnaval

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Se o folião vai no chão, o artista também vai. Ou, pelo menos, vai menos distante do que nos grandes trios elétricos que puxam milhares de foliões nos blocos de abadás.

Para quem estava com saudade de curtir a folia sem cordas, mais de perto do artista, pedir uma música, ir de uma atração à outra sem precisar atravessar uma multidão separada por cordas, o Furdunço estará de volta no próximo dia 31, domingo anterior à folia oficial, na Barra, com 34 atrações confirmadas, entre elas, Carlinhos Brown com a Caetanave, Evanave com a banda Eva, além de grupos consagrados como Baiana System e Orkestra Rumpilezz.

No segundo ano de pré-Carnaval — terceiro do projeto —, o Furdunço desfila no sentido Farol da Barra, no circuito batizado de Orlando Tapajós (ver abaixo).

A Empresa Salvador Turismo (Saltur), que organiza tanto o pré quanto o próprio Carnaval, preferiu não estipular um público aguardado para a festa, mas assegurou que a projeção é de 100% de ocupação hoteleira ainda antes de o Rei Momo receber a chave da cidade.

“Esse ano, com a oficialização do circuito Orlando Tapajós, a ideia é a gente criar a oportunidade para que as pessoas sintam um pouco da energia da festa”, comentou Isaac Edington, presidente da Saltur.
Ainda segundo ele, a prefeitura tem feito um movimento de valorizar a festa de rua, “atendendo a um desejo das pessoas de estar mais perto dos artistas, das entidades”.

É uma estratégia para que os visitantes “fiquem mais tempo na cidade”, completa. Um dos entusiastas do Furdunço, o músico Fred Menendez, do Rixô Elétrico, diz que fazer o Carnaval em Salvador é diferente. Para o artista, estar perto do público também é especial.

“É uma emoção muito bonita. Transmite pro artista uma energia boa, porque você está no mesmo nível que o público, ele pode tocar em você. As pessoas falam com você, te pedem música. Você sente o respeito”, explicou Fred.

Para ele, o Furdunço tende a ser copiado por outros estados. Depois que o projeto foi lançado, Fred Menendez e banda já foram convidados para tocar em festas em São Paulo e no Rio de Janeiro. “A gente procura reviver essa memória dos grandes carnavais que a gente já teve, nas décadas de 1970, 1980. E o Furdunço deu essa oportunidade de novo”, apontou.

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Misturada
Entre as 34 atrações do domingo na Barra, há entidades menores misturadas às que estão acostumadas aos trios elétricos gigantes, mas que, pelo bem da misturada, sairão em carros menores. Uma das novidades deste ano é o cantor Durval Lelys, que deixa de lado um trio dos grandes e leva para o circuito Orlando Tapajós a famosa Trivela.

Este ano, o Alavontê, que também participou da concepção inicial do Furdunço, desfila pela segunda vez com o pranchão – um trio, mas com a banda embaixo, bem pertinho do público. Andrezão Simões, um dos integrantes do grupo, diz que todos se orgulham de levar a banda de novo para perto da festa. “Este ano pra gente é especial porque no ano passado a gente trouxe o Pranchão, que se tornou uma tendência”, afirmou ele.

Fonte: correio24horas.com.br